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Transparência como arma
A divulgação dos ficheiros Epstein pelo Departamento de Justiça não foi erro. O padrão observado — exposição sistemática de vítimas, proteção sistemática de elite — sugere uma operação política deliberada disfarçada de transparência. Quando Pam Bondi, procuradora-geral dos Estados Unidos, recusou a 11 de Fevereiro pedir desculpa a sobreviventes de Jeffrey Epstein presentes numa audição do Congresso — mulheres que esperaram décadas por uma desculpa — e em vez disso exigiu que
9 min de leitura


EUA - O recuo do meme: poder, racismo e silêncio
Um vídeo com representação racialmente ofensiva dos Obamas foi partilhado num canal presidencial e, horas depois, removido após reação pública — incluindo de figuras do partido. A sequência “publicar, desvalorizar, apagar” não é um detalhe de redes: é um retrato do Estado quando a política se comporta como feed, e quando a responsabilidade se tenta diluir entre “meme”, equipa e silêncio.
11 min de leitura


O Silêncio da Primeira-Dama Americana
Durante vinte dias, a política surge menos como decisão e mais como preparação. Entre provas de roupa, reuniões discretas e gestos calculados, constrói-se uma narrativa onde o poder não se exerce por decreto, mas por enquadramento. O filme não explica Melania Trump — mostra o método através do qual a imagem se torna linguagem política.
3 min de leitura


A Primeira-Dama Americana e a Encenação do Poder
Não governa, não legisla, não decide — mas enquadra. A primeira-dama americana ocupa um lugar onde o poder não se exerce por autoridade formal, mas por imagem, gesto e coreografia. Neste espaço ambíguo, a política transforma-se em encenação e o silêncio ganha função estratégica.
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O Cartaz Fala Sozinho | Cartoon
Não acusa nem explica. Recorda. Um cartaz devolve ao espaço público uma frase antiga e mostra como a indiferença pode tornar-se programa político.
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O vidro, o ecrã, o segundo antes da morte
Em Minneapolis, Alex Pretti, enfermeiro de cuidados intensivos, morreu numa intervenção com agentes do ICE e da Border Patrol. A morte foi filmada e multiplicada por vários ângulos. A prova não encerrou o caso: abriu uma guerra pela leitura. Num vídeo, Pretti segura um telemóvel; a arma é afastada e volta como símbolo. O conflito passa a ser quem manda no sentido do que todos viram — e no que fica fora de câmara.
9 min de leitura


O advogado que aprendeu o mundo na cela
T. Kumar passou anos nas prisões do Sri Lanka e saiu de lá com uma fé particular no direito: não como pureza, mas como arena. Estudou em celas, tornou-se advogado, fugiu da repressão e encontrou nos EUA a plataforma para uma vida de advocacia internacional na Amnistia Internacional. Em audições no Congresso dos EUA e em fóruns da ONU, denunciou punições degradantes e julgamentos injustos, lembrando que a legalidade pode ser a máscara — e que a prova pode ser a resistência.
10 min de leitura


O Aliado Incerto
A relação transatlântica entrou numa fase em que a confiança já não é pressuposta, mas negociada. A pressão americana sobre a Europa — económica, simbólica e estratégica — revela uma mudança mais profunda: quando a coerção se normaliza entre aliados, a aliança deixa de ser um quadro estável e passa a ser um campo de testes. O problema não é a Gronelândia, mas o método.
7 min de leitura


O Silêncio Que Já Não Obedece | Irão
Durante décadas, o regime iraniano aprendeu a governar não apenas com força, mas com rituais, símbolos e silêncio. Hoje, esse silêncio começa a rachar. Nas ruas, nos funerais e nas noites sem nome, algo mudou — não ainda uma alternativa clara, mas a recusa crescente em continuar a obedecer.
6 min de leitura


O teste de Leo (em Latim) XIV: migração e poder nos EUA
A fé católica voltou a colidir com a política americana. A questão não é doutrina: é até onde vai a autoridade moral do Papa num tempo de fronteiras fechadas.
3 min de leitura


Explodem barcos, repatriam tripulações.
Port Everglades recebe 22 toneladas de cocaína como troféu público. Ao mesmo tempo, nas Caraíbas e no Pacífico, aviões militares destroem embarcações suspeitas e matam tripulações. Entre repatriações rápidas e mísseis sem julgamento, os EUA parecem operar dois sistemas para o mesmo crime — e ninguém explica a regra.
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O Socialista que Ganhou a Cidade Comprada
Zohran Mamdani tomou posse a 1 de janeiro de 2026 e fez o impensável: venceu Nova Iorque contra a máquina do dinheiro. Entre Super PACs a favor de Cuomo, a intervenção de Bloomberg e a velha ideia de que a cidade é um “produto de luxo”, Mamdani provou outra coisa: nesta eleição, a atenção valeu mais do que milhões — e abriu uma nova disputa sobre o que significa, afinal, viver aqui.
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Batina e Kremlin: propaganda ortodoxa em Washington
Uma visita “religiosa” ao Capitólio trouxe uma acusação conveniente: a Ucrânia persegue cristãos. O texto desmonta a narrativa, explica o contexto legal e mostra como a fé pode ser usada como canal de influência política.
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2027 Não É Um Ano, É Um Método
O Pentágono descreve uma China que aprende a operar longe de casa, testa o cerco a Taiwan e acelera a frota. Washington responde com armas, cautela e uma ambiguidade cada vez mais difícil de sustentar.
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A Toga Rasa
Quando o medo veste a toga, a lei despe-se da autoridade.
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