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O Silêncio de Junho
Na China, 4 de Junho não é só memória proibida. É viragem estrutural: o ponto em que a fiscalização pública se tornou intolerável e o silêncio passou a ser método.
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A Economia da Permissão
Antes do produto há licença. Antes do investimento há assinatura. Numa economia de tutela, a permissão vira capital — e o mercado torna-se um modo de governação.
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Linhagem de Acesso
A aristocracia chinesa não usa coroas: usa corredores. Quando autorização é recurso raro, a linhagem transforma-se em vantagem económica e em seguro político — com um custo moral crescente.
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O Solo Como Orçamento
Quando a terra se torna receita, o urbanismo vira contabilidade. A China moderna ergueu-se também sobre um ciclo de conversão de solo em orçamento — com conflitos, distorções e dívida como sombra.
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Tigres e Moscas: Disciplina e Medo
Na China, a luta contra a corrupção é também uma técnica de governo. Ao punir, o Partido reorganiza hierarquias, reforça o centro e protege a fonte do problema: a ausência de fiscalização independente.
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A Conta do Petróleo
Um Presidente que diz “o dinheiro será controlado por mim” não está a falar de eficiência: está a redesenhar a fronteira entre Estado e pessoa. Na Venezuela, a tentação do petróleo como espólio pode criar um resultado imediato — e um erro estratégico de longo prazo.
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A Metáfora Vigiada
Um retrato feito de mecanismos pequenos — categorias, cartazes, autocríticas — onde a vida se reorganiza à volta do medo de dizer “a frase errada”. Entre objetos guardados, memórias dispersas e fronteiras sem placa, o texto segue a forma como o poder aprende a governar pelo detalhe.
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A Religião do PIB
O crescimento foi, durante décadas, a linguagem de legitimidade do poder chinês. Mas quando a promoção depende de metas, o PIB deixa de ser indicador e passa a ser critério moral — e o sistema começa a produzir distorções, zonas cinzentas e medo administrativo.
6 min de leitura


O Futuro Não Eleito da Inteligência Artificial
Num Senado habituado a discursos decorativos, Bernie Sanders fez outra coisa: perguntou quem controla a inteligência artificial, quem perde com ela e por que razão o futuro está a ser decidido sem eleições.
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O Socialista que Ganhou a Cidade Comprada
Zohran Mamdani tomou posse a 1 de janeiro de 2026 e fez o impensável: venceu Nova Iorque contra a máquina do dinheiro. Entre Super PACs a favor de Cuomo, a intervenção de Bloomberg e a velha ideia de que a cidade é um “produto de luxo”, Mamdani provou outra coisa: nesta eleição, a atenção valeu mais do que milhões — e abriu uma nova disputa sobre o que significa, afinal, viver aqui.
5 min de leitura


Vidro Fumado
Quando a visibilidade substitui o trabalho, a política transforma-se em palco. E um palco permanente não produz decisões — produz provas de presença.
8 min de leitura


As Novas Cortes
Há cortes que já não precisam de trono: bastam-lhes portas, convites e a arte de subir sem deixar marcas. Um texto sobre ambição discreta, virtude em palco e o mecanismo que fica quando o cenário muda.
4 min de leitura


A Fuga de Cuba
Cuba esvazia-se sem estrondo, como um corpo que perde sangue devagar. Um texto sobre a fuga, o medo que muda de forma e os países que se constroem enquanto expulsam os seus.
9 min de leitura


A Obra e o Poder
Não é preciso mandar para controlar — basta confessar quem manda.
3 min de leitura
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