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Autocensura Democrática: o Silêncio Sem Decreto
Numa democracia, o silêncio raramente é imposto: é aprendido. Entre anunciantes, reputações, redes sociais e medo de “errar”, o espaço público encolhe sem decreto. O que se perde não é só uma frase — é a coragem de a tentar.
5 min de leitura


A Metáfora Vigiada
Um retrato feito de mecanismos pequenos — categorias, cartazes, autocríticas — onde a vida se reorganiza à volta do medo de dizer “a frase errada”. Entre objetos guardados, memórias dispersas e fronteiras sem placa, o texto segue a forma como o poder aprende a governar pelo detalhe.
6 min de leitura


O Futuro Não Eleito da Inteligência Artificial
Num Senado habituado a discursos decorativos, Bernie Sanders fez outra coisa: perguntou quem controla a inteligência artificial, quem perde com ela e por que razão o futuro está a ser decidido sem eleições. Um texto sobre poder, tecnologia e humanidade num tempo em que tudo parece inevitável — e nada foi verdadeiramente escolhido.
8 min de leitura


Runxue: fugir não é emigrar
Runxue — “filosofia de fugir” — tornou-se palavra-chave de uma geração chinesa. Entre censura, vigilância e silêncio imposto, intelectuais, escritores e advogados encontram em Tóquio um espaço inesperado para reconstruir a vida pública perdida. Livrarias, concertos e debates ressurgem fora da China, num exílio que não renuncia à identidade, mas à obediência.
3 min de leitura


O General Que Esperou Dois Anos Pelo Golpe Fatal
Chegou a Lisboa a 26 de abril de 1934, recebido com “vivas” no cais, e instalou-se no Estoril como quem entra numa antecâmara política. José Sanjurjo trazia a Sanjurjada falhada, dois anos de prisão e uma amnistia recente; trazia, sobretudo, a certeza de que a conspiração não tinha morrido com o fracasso. Entre 1934 e 1936, Portugal foi mais do que cenário: foi abrigo, rede e plataforma discreta de preparação. E, quando o golpe de julho de 1936 rebentou, Sanjurjo morreu em Ca
9 min de leitura


A Identidade - A história de Frédéric Bourdin
Frédéric Bourdin tinha trinta anos quando voltou a fazê-lo: entrou na vida de uma família como se fosse um filho perdido. Durante cinco meses, foi Nicholas Barclay — e quase ninguém quis ver o óbvio.
10 min de leitura
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