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A máquina que não obedece
A política moderna prometeu controlo racional. Pandemias, crises e clima mostram o limite: a sociedade não obedece como máquina. A falha é de promessa — e de legitimidade.
9 min de leitura


A Presidência Não é um Troféu
Nesta segunda volta, o voto não decide só um rosto. Decide o que fazemos do cargo: árbitro discreto ou megafone de facção. Há um candidato que já anunciou não querer ser Presidente de todos — e isso transforma Belém num teste de resistência institucional. O país não está a escolher uma fotografia; está a escolher o tipo de silêncio, de pressão e de poder que aceita a partir de amanhã.
6 min de leitura


O advogado que aprendeu o mundo na cela
T. Kumar passou anos nas prisões do Sri Lanka e saiu de lá com uma fé particular no direito: não como pureza, mas como arena. Estudou em celas, tornou-se advogado, fugiu da repressão e encontrou nos EUA a plataforma para uma vida de advocacia internacional na Amnistia Internacional. Em audições no Congresso dos EUA e em fóruns da ONU, denunciou punições degradantes e julgamentos injustos, lembrando que a legalidade pode ser a máscara — e que a prova pode ser a resistência.
10 min de leitura


O Silêncio de Junho
Na China, 4 de Junho não é só memória proibida. É viragem estrutural: o ponto em que a fiscalização pública se tornou intolerável e o silêncio passou a ser método.
5 min de leitura


O Silêncio Que Já Não Obedece | Irão
Durante décadas, o regime iraniano aprendeu a governar não apenas com força, mas com rituais, símbolos e silêncio. Hoje, esse silêncio começa a rachar. Nas ruas, nos funerais e nas noites sem nome, algo mudou — não ainda uma alternativa clara, mas a recusa crescente em continuar a obedecer.
6 min de leitura


Tigres e Moscas: Disciplina e Medo
Na China, a luta contra a corrupção é também uma técnica de governo. Ao punir, o Partido reorganiza hierarquias, reforça o centro e protege a fonte do problema: a ausência de fiscalização independente.
6 min de leitura


O Helicoide: do sonho moderno ao inferno político
Era para ser um símbolo de futuro: curvas, vidro, mobilidade, promessa. Tornou-se outra coisa — um lugar onde a modernidade não liberta, aprisiona; e onde a forma do edifício parece repetir, em betão, a lógica do poder.
3 min de leitura


A Religião do PIB
O crescimento foi, durante décadas, a linguagem de legitimidade do poder chinês. Mas quando a promoção depende de metas, o PIB deixa de ser indicador e passa a ser critério moral — e o sistema começa a produzir distorções, zonas cinzentas e medo administrativo.
6 min de leitura


O Lugar Onde Já Não Se Pode Falar
Há países onde a praça pública não fecha com um anúncio: fecha com portões, grelhas, silêncio e autocensura. Este texto segue o encolhimento do espaço de debate na China e o modo como esse aperto empurra pessoas instruídas para fora — muitas delas para o Japão. Não como fuga romântica, mas como tentativa de preservar uma vida interior e uma conversa que já não cabe em casa.
3 min de leitura


Quando as Tragédias Já Não Unem: Bondi Beach e o Fim do Consenso
Massacre Bondi Beach revela mudança profunda: tragédias já não unem, dividem. Unidade política durou horas. Oposição transformou luto em arma. Fim do consenso?
7 min de leitura


Armas Próprias
A China deixou de depender do exterior para armar o seu poder militar. Motores, caças e navios revelam uma autonomia estratégica em consolidação.
3 min de leitura


A Fuga de Cuba
Cuba esvazia-se sem estrondo, como um corpo que perde sangue devagar. Um texto sobre a fuga, o medo que muda de forma e os países que se constroem enquanto expulsam os seus.
9 min de leitura
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