top of page


Cinco e Vinte e Três
Naquela sexta-feira de calor parado, quando a escola já se esvaziava por dentro, Leonor pensava apenas em fechar gavetas, alinhar papéis e sair. Mas a chegada de um antigo aluno, fora de horas e com um pedido impossível, abre no gabinete uma brecha mais funda do que a do expediente. Entre um carimbo, uma declaração improvisada e uma chave deixada sobre a mesa, o conto acompanha o peso discreto das perdas que não acontecem de uma vez, mas por acumulação de pequenos gestos falh
11 min de leitura


O QUE SOBRA DE UMA TARDE
Era dezassete e quarenta e dois quando ele bateu à porta. Amélia tinha quarenta e seis entradas para verificar e uma certidão que não podia emitir naquele dia. O antigo aluno precisava do papel para segunda-feira, a mãe morrera em março, a entrevista era urgente. Ela conhecia o procedimento de cor. O que não conhecia — e recusou conhecer até ao fim — era a razão por que o gesto dele com o casaco lhe ocupou a cabeça durante quarenta minutos de trabalho que fez sem um erro.
7 min de leitura


Aqui, os leitores são hóspedes — nunca produtos
Política de Privacidade Na Literatura Secreta , respeitamos profundamente a privacidade de quem lê e de quem escreve. Dados pessoais :...
1 min de leitura
bottom of page